A internet móvel nos trouxe algumas ilusões de ótica, distração enquanto durar a bateria. Até mesmo quando atravessamos ruas e avenidas. 
A distração é tanta que equipes responsáveis por gerenciar o tráfego de veículos e pedestres nas diversas cidades do Brasil adaptam alertas e comunicados, pedindo atenção aos pedestres: enquanto atravessar não use celular. Quando dirigir não use o celular.
Somos 120 milhões de brasileiros conectados no WhatsApp, 90 milhões no Facebook, Instagram com 35 milhões, milhões no LinkedIn.
Você já reparou como a fila do banco ficou mais rápida? 
O deslocamento na condição pública ou até mesmo pelo seu carro também ficou mais rápido? Trânsito. Que trânsito?

Isso é uma verdade ou pura ilusão de ótica? 
O fato é que quando fazemos o que gostamos ou algo muito bom o tempo passa rápido, ou melhor, impressão e sentimento de que o tempo acelera. 
O celular “com bateria” nos distrai seja através de jogos, filmes, música, interagir na rede social da marca preferida/pessoa pública, falando bem ou mal, acessando as centenas de bom dia recebidos nos grupos do Whats App.
No dia 29/6/2017, às 8h30 da manhã, embarquei no metrô de São Paulo, estava a caminho de um cliente, era o dia do rodízio do meu carro, parei para observar o que as pessoas ao meu redor estavam fazendo. 
Segundo dados do governo estadual, o Metrô de SP transporta 4 milhões de passageiros por dia.
A minha sorte é que estamos em período de férias escolares e isso favoreceu essa minha observação.
Como um cara de tecnologia da informação e comunicação e marketing sempre procurei observar o que as pessoas fazem quando se locomovem no transporte público, porém contabilizava mera contagem do número de passageiros com seus smartphones nas mãos.
As ações podem ser diversas: atualizar sua rede social, interagir comentando ou até mesmo reagindo às atualizações de marcas, de amigos e de pessoas públicas. 

Publicar conteúdo na rede social ou interagir com marcas e pessoas publicas, ouvir música, jogar game e assistir vídeos.
Dessa vez resolvi fazer diferente, ir além de observar o espaço geográfico e os passageiros que ali estavam, relatar era preciso. Tomei um choque. Continue essa leitura até o fim para entender pouco mais. 
Espaço observado foi uma parte do vagão do metrô, largura dele (2,5m) por 3m. Tive o cuidado de contar todas pessoas nesse espaço: 26 passageiros sentados e de pé. Havia 3 passageiros com livro nas mãos, 7 passageiros com fone de ouvido e celular nas mãos; 12 somente com celular nas mãos.
De um lado para outro passava pela minha cabeça de que se alguém me visse olhando pelo menos 5 vezes para cada um pudessem achar que era louco. 
Pude observar a ação que cada um dos conectados fazia no celular percebi que havia 3 jogando games para passar o tempo. Dois passageiros assistiam filme/vídeo. Os demais pode ter certeza: acessavam WhatsApp e Facebook. Como não estava muito cheio esse vagão, mais especificamente os espaço onde eu estava, conseguia caminhar por aí muito discreto. 
Insegurança passava pela minha cabeça porque ao contar e recontar as pessoas que ali estavam com celular na mão eu movimentava minha cabeça uma a uma para garantir precisão e não errar na conta. Podiam pensar que eu era doidão. 
Eu tinha a meu favor a distração dos 73% conectados, mas do outra visão os desconectados. 
A minha curiosidade em ir além para saber o que a maioria desse público fazia no celular era preciso, não sairia dali satisfeito sem essa observação mais afinada. Pois bem. Avancei pouco mais.
A conclusão: a maioria dos passageiros do metrô que utilizam a linha vermelha do metrô de São Paulo usam celular durante o caminho de casa para o trabalho.
O que você faz quando se locomove no transporte público?
Estar atento ao que essas milhões de pessoas conectadas estão falando nas suas redes sociais sobre sua marca é realmente importante. Como você e sua equipe estão monitorando isso?